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Conflitos por água se intensificam no Brasil, aponta CPT

O relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conflitos no Campo – Brasil 2016, foi lançado no dia 17 de abril de 2017, em Brasília. Desde 1989, a publicação evidencia, ano a ano, os conflitos ocorridos por terra, água, trabalho.

Os números de 2016 são alarmantes: 1536 conflitos no campo, uma média de 4,2 por dia, representando o maior aumento dos últimos 10 anos. Destes, 172 foram pela água, atingindo 44 mil famílias – o número mais elevado desde 2002, quando a CPT iniciou o registro em separado desta categoria. Nestes 15 anos foram documentados 1.153 disputas, atingindo 443 mil famílias, principalmente ribeirinhas, seguidas por pescadores, indígenas e pequenos proprietários de terra. [visualizer id=”17050″]

Parte dos dos conflitos se dá quando comunidades defendem uso e preservação da água diante de empreendimentos que fazem uso insustentável deste recurso, como por exemplo, a mineração. Em regiões como no Semiárido, os maiores conflitos surgem da apropriação particular da água nas atividades do agronegócio, ameaçando direitos elementares como é o acesso para consumo humano.

Diante de tal quadro propomos uma questão:

em que medida a implementação do Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR) poderia reverter esse quadro crescente de conflitos por água no campo?

É importante saber que o PNSR está em plena construção e a resposta de tais questões poderão influenciar suas estratégias e diretrizes.

A publicação Conflitos no Campo – Brasil 2016 pode ser acessada neste link.

As publicações de 1989 à 2015 podem baixados neste link.

Outras reportagens sobre o mesmo tema:

Conflitos por água crescem 150% no Brasil em 5 anos, aponta estudo, por Carlos Madeiro – UOL.

Crescem os conflitos pela água no Brasil; entre as causas, mineração e agronegócio, por Izabela Sanchez – Outras Palavras.

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