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Barra de Oitis, Diamante – PB

Chegamos na comunidade quilombola de Barra de Oitis no final do dia 28 de janeiro, uma quinta-feira. Nesse dia planejamos com o líder local, Sr. Bugari, as atividades que seriam desenvolvidas na comunidade ao longo dos próximos dias. Ele nos disponibilizou parte da reunião mensal da comunidade, a ser realizada dia 31 de janeiro, para que pudéssemos utilizar em uma atividade de mapa falante.

 

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Moradora realizando o mapa falante de sua casa

Combinamos neste mesmo dia com a esposa do Sr. Bugari, Sra. Maura, que ela cozinharia para a equipe enquanto estivéssemos lá. Ao longo dos próximos dias almoçamos a comida deliciosa da Maura, e sempre que retornávamos dos trabalhos havia um café e um lanche para a equipe, sempre feitos com muito carinho.
Nos dias que permanecemos em campo, realizamos visitas nas proximidades da área reivindicada pela associação quilombola e nos locais das principais infraestruturas da comunidade (sistemas de abastecimento de água, poços, escola, açude, etc), realizamos algumas entrevistas com os moradores e desenvolvemos a atividade do mapa falante, que contou com a participação de mais de cinquenta pessoas.

 

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Atividade do mapa falante

Contamos ao longo das atividades de campo com um grande apoio do João Batista, filho do Sr. Bugari, que nos levou nos limites da área da comunidade, nos ajudou para firmar contatos na Secretaria de Saúde e na Prefeitura de Diamante no dia 01 de fevereiro, além de dar muito apoio no dia da atividade do mapa falante. Como muitas pessoas participaram desta atividade, seria inviável apenas os três membros da equipe organizarem tudo. Portanto além do João Batista também tivemos apoio de Aluízio, secretário da Associação (mais conhecido como Gal), nos ajudou e tirou fotos ao longo da atividade. A Maura também ajudou na hora do lanche, distribuindo refrigerantes e servindo as pessoas.
Infelizmente, na segunda feira, dia primeiro de fevereiro, todos os membros da equipe começaram a sentir mal-estar, com sintomas que foram piorando ao longo do dia. Este foi o dia que fomos para o município de Diamante obter algumas informações, e ao retornar para a comunidade, fomos muito bem cuidados pela Maura e o Sr. Bugari, que nos deram remédio e ofereceram os quartos da casa para nós descansarmos. Neste mesmo dia, durante a noite, procuramos atendimento médico no único hospital da cidade de Itaporanga e fomos diagnosticados com suspeita de Dengue. Neste dia também confirmamos que se tratava de um surto de dengue, Chikungunya e Zika na região. Assim, na quarta-feira, viemos para João Pessoa direto para o hospital do SUS, Clementino Fraga, onde fomos muito bem atendidos.
No curto período que estivemos na comunidade, fomos muito bem recebidos e pudemos entender melhor a história de luta deste povo. Conseguimos obter diversas informações valiosas com as entrevistas, conversas com líderes, conversa com a agente de saúde local e com a prefeitura. Além disso, na atividade do mapa falante, foi possível entender melhor a realidade local.
Lamentamos ter de paralisar nossas atividades em função da nosso estado de saúde,  mas sabemos que foi a melhor decisão considerando as dificuldades que teríamos em seguir com as atividades enquanto não nos recuperássemos.
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